fui para os corredores ver o que aconteceu, já estava com um mal pressentimento, e tinha razão pra estar. zumbis por toda parte. Logo em seguir, encontro um zumbi-louro-falante. (WTF) Quando resolvo fugir dele, dou de cara com os mesmo zumbis, e então entro em meu quarto. O que me encarava então, era um estranho vendedor de olhos vermelhos, que estava querendo que eu não tentasse salvar o meu próprio pai.
– Papai sempre foi gentil comigo. Ele é o único pai que eu tenho. E eu prometi a mamãe, também. -Um turbilhão de lembranças invadiu a minha cabeça. Me lembro exatamente das palavras de minha mãe...-
Flashback ON
Eu estava deitada em minha cama, junto com Bola de Neve, ouvindo mais uma das histórias que minha mãe me conta para me fazer dormir. Mas não era na história que eu estava pensando. Não era mesmo. Meus pensamentos estavam longe disso.
– "O estranho de olhos vermelhos deu a Jack o poder de amaldiçoar os outros. E Jack disse :Obrigado, estranho de olhos vermelhos. Agora eu posso ter a minha vingança." -Eu estava esperando minha mãe acabar de ler o parágrafo do livro, para logo depois, interrompe-la com mais uma de minhas perguntas.-
– Hey, mamãe... -Eu não sabia direito se deveria perguntar aquilo. Havia insegurança em meu tom de voz e em minha pronuncia imperfeita.-
– Sim, Aya ? -Ela sempre me respondia se hesitar. Eu finalmente criei a coragem que precisava para finalmente perguntá-la.-
– Porque o papai está sempre lá embaixo ? -Eu me questionava a mesma coisa sempre. Porém, nunca perguntei a minha mãe. Tinha medo da resposta. Perguntar ao meu pai, nem pensar!-
– É um trabalho muito difícil... Você vai entender quando for mais velha, Aya.
– Então eu quero ser mais velha logo, então... -Ela não me deu o tipo de resposta que eu esperava, mas acho que se ela não me disse, é porque eu não entenderia.-
Ela voltou prestar atenção no livro. Mas ao invés de ler, quem falou agora, foi ela.
– Aya... Não importa o que aconteça, você não deve odiar o seu pai.
– Mamãe... Qual é o problema? É óbvio que eu nunca vou odiar o meu pai. -Até então, eu não via motivos para odiar meu pai. Eu amava meu pai e minha mãe mais do que tudo no mundo.-
– ... Eu vejo...
– Mamãe, você não gosta do papai ?
– Não... nada como isso. -Ela estava com um sorriso de lado. Acho que ela não odeia meu pai. Parece achar graça quando eu cogito essa hipótese. Mas até que é idiotice minha. Minha mãe ama meu pai, assim como ele a ama.- Eu sou igual a você, Aya. Eu amo muito o seu pai.
– Whew... -Suspirei. Eu não sei mesmo o que passou pela minha cabeça pra desconfiar do amor que minha mãe tem pelo meu pai.-
– Ele pode ser um pouco... imprevisível. Mas vamos suportá-lo não importa o que aconteça. -Eu sorri para ela, e recebi um sorriso de volta.- Agora, de volta para a história...
Flashback OFF
Mamãe... Não importa o que aconteça, eu amo o meu pai. Então não se preocupe. -Eu sorri para o chão. Como meu pai disse, minha mãe está sempre cuidando de mim. Então eu quero que ela me veja sorrindo, não importa o que aconteça.- Eu tenho que salvar o meu pai.
Quando eu me afastei da porta do quarto de minha mãe, um corvo de olhos vermelhos pousou em uma pequena mesa que havia no corredor. Eu fiz um carinho nele. Ele parece amigável. Me pergunto por qual das janelas ele entrou. Mas, isso realmente não importa agora. Eu tenho que ir salvar o meu pai. Minha jornada começa a partir daqui!
Localização: Quarto de Monika Drevis
Eu entrei no quarto de minha mãe, devagar. Não sabia o que estava lá. Finalmente entrei, e resolvi deixar a porta um pouco aberta. Caso eu precise. Porém, isso facilitará o ~trabalho~ que os zumbis terão para me encontrar... Eu vi alguém perto da janela. Uma mulher com um longo vestido. Ensanguentado, porém isso não estragou nem um pouco a beleza daquela vestimenta. Eu me aproximei devagar. Ela se virou pra mim. Parecia ser uma zumbi também. Ou melhor ainda, ela era uma zumbi.
– ME DÊ! ME DÊ ELA DE VOLTA! DÊ! MINHA FILHA!! -A mulher estava cheia de sangue, com a pele em um tom azulado. Estava gritando. Parecia estar com raiva. Com ódio.-
Eu apenas negativei com a cabeça e sai correndo do quarto. Porém, eu sai correndo em uma velocidade tão grande, que quando saí, bati na parede da frente. Esse é o ruim dos corredores... São muito estreitos... Eu acho que vou ir até o lugar onde aquele menino louro estava. Ele não me parecia tão zumbi assim, se não fosse pela metade deformada seu rosto. E ele parecia que queria me ajudar, só não consigo entender porque... Se ele não for um zumbi, me arrependo amargamente de não ter ido junto com ele. Quando eu finalmente preciso de ajuda, eu saio correndo de quem pode me ajudar.Você é uma genia, Aya. UMA GENIA! Mas que droga de consciência!
Localização: Sótão
Eu passei pelo corredor onde aquele garoto estava, há alguns minutos atrás. Não havia ninguém, e ainda bem. Eu entrei no sótão, já que era o que estava mais perto de mim. Pude ouvir algo rangendo do lado de cima do sótão, mas pra chegar lá, eu precisava subir a escada. E havia um pedaço faltando... Porque nada aqui é fácil como nas histórias ? Afinal, todas as histórias tem um final feliz, e eu espero que esta também tenha.
Localização: Quarto de Monika Drevis
Eu resolvi voltar ao quarto de minha mãe. Aquela mulher estranha não estava mais lá, graças aos céus! Havia uma poça de sangue no lugar onde ela estava, e uma chave com um bilhete pendurado. "Chave da sala de arquivos." Era o que o bilhete dizia. Estranho... Foi minha mãe quem sempre guardou essa chave, e quando ela morreu, a chave ficou perdida... Porque raios ela estava aqui ? Eu suspirei, tentando não me distrair de meu objetivo. Quando estava saindo do quarto depois de pegar a chave, eu senti uma presença, mas não via ninguém. Apenas uma voz ecoando pelo local.
– Collina...